Archive for 17 de Abril, 2009

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“Batraquicídio” por negligência

17/04/2009

Por estes dias cinzentos, vergados às leis ríspidas da nortada, é frequente encontrar as ruas e estradas das áreas rurais congestionadas de anfíbios, das mais diversas ordens e grupos taxonómicos.

Para a minha mãe, um sapo na rua “adivinha tempos chuvosos”. Talvez seja porque só reparo na presença destes batráquios quando chove, lembrando-me imediatamenta desta lei empírica, começo a ficar cada vez mais inclinado a aceitar este princípio como qualquer outro fundamento de ecologia.

Até hoje os sapos só me têm despertado uma coisa: pavor!!!  Conheço a sua importância enquanto predadores naturais de pragas de insectos, contribuindo assim determinantemente para a manutenção do equilíbrio de ecossistemas agro-rurais. Todavia, cruzar-me com um sapo é das experiências mais traumatizantes que tenho vivido. É um medo alienável que não consigo explicar, nem ultrapassar.

Este medo advirá talvez das vezes incontáveis que a minha avó me falou no implacável mecanismo de defesa de que estes seres se encontram munidos: mijam-nos para os olhos, com uma pontaria de fazer inveja ao Trinitá.

Hoje, enquanto me dirigia para casa, reparei tardiamente em qualquer coisa com tamanho e volume suficientes para ser apenas mais um calhau no meio da via, embora demasiado suave ao atrito dos pneus e excessivamente brando à sensibilidade dos amortecedores…

Juro que não foi de propósito! 😦

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Telefonema bizarro

17/04/2009

Esta madrugada, fui subitamente acordado por uma tipa, cujo número de telefone não consta na minha lista, questionando se era eu o “senhor do Seat Ibiza vermelho avariado junto ao cemitério da Arrentela” e “se precisava de alguma coisa?”

Retorqui-lhe que só queria mesmo era dormir um bocado e que se esta manhã o carro ainda lá estivesse, que chamasse o reboque e um taxi, porque hoje tinha de estar em Monchique às 9h:00m da manhã…