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Estatística ou Tortura?

04/05/2009

«A Estatística é a arte de torturar os números até que eles se confessem».

A frase é do Professor José Juliano de Carvalho Filho, economista, investigador da Universidade de São Paulo.

Recorrendo a ferramentas estatísticas é possível encontrar uma explicação racional, baseada em relações causais, para os paupérrimos resultados do Benfica esta temporada. Estabeleça-se uma recta de regressão, em que, no eixo das abcissas se encontra o número de vezes que me desloco até Lagos em dia de jogo do Benfica. No eixo das ordenadas, a frequência com que o clube da Luz me brinda com resultados aflitivos.

Cálculados os Coeficientes de Correlação de Pearson e / ou Determinação (R2), não será de estranhar uma forte associação positiva entre o número de vezes que, havendo jogo, visito a cidade de Júlio Dantas e o Benfica consegue um resultado negativo.

A partir da tortura efectuada aos dados provenientes do suplício em que se tornou a campanha encarnada no Campeonato Nacional, concluo:

  1. Basta pum basta! Se o Dantas é do Sportem ou do FóCudePorco eu quero continuar a ser do Benfica. Morra o Dantas, pim!
  2. Quando a cidade de Lagos tem entranhada nas ruas um estranho cheiro a fogareiro apagado depois de uma tarde inteira a assar sardinhas, o Benfica sofre três ou mais golos;
  3. Como não me apetece deixar de ir a Lagos, resta-me esperar que algum dia esta associação termine ou passe a ser negativa. Talvez haja outra ferramenta (tortura) estatística que me sugira conclusões antagónicas àquelas que acabo de mencionar;

Pior que isto, só mesmo quando, nos tempos de Lisboa, via os jogos do Benfica no 36 de Berna, na companhia do meu grande amigo João Lince. Irra que aquilo era demais! Derrota certa, sempre, pelo que um de nós (eu) tinha que ir ver a bola à tasca pastelaria restaurante café gelataria croissanteria cervejaria snack bar Pato Real. E, nem sempre, era garantido que isso resultaria em vitória para as nossas cores.

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12 comentários

  1. Não são desculpas, são factos estatísticos 😛 Neste momento, ter a cara do Quique e o génio do Rui Costa, não me parece nada nada bom.


  2. nem me digas nada. quando o peseiro tava no sportem, e eu e o garcia íamos ver o jogo a um café nojento na gare do oriente, nunca fizemos mais que um ponto.


  3. Mais uma vez me sinto no já costumeiro estado quando leio o terraruim – bem, muito bem e com o desejo que ser visitante assíduo.
    No máximo, arrojado; no mínimo, interessante; em concreto…. brutal. Mais um post um quadro que conjuga o conhecimento com a faculdade de construir do zero uma piada, do que resulta sem qualquer dúvida uma gargalhada ou mais, e, por nisso e no caso em concreto a única situação de aprazível do episódio que o SLB viveu no passado sábado frente ao Nacional.
    Por outro lado, só mesmo tu para, a pouco mais de dois ou três anos do centenário da publicação de “O Manifesto”, do Almada Negreiros, para o recordares correlacionando o reiterado insucesso do clube da nossa religião, com o senhor Júlio Dantas que, permito-me citar o Almada «Basta usar o tal sorrizinho, basta ser muito delicado, e usar coco e olhos meigos!», para ver que o gajo parece qualquer boneco do artesanato da Ilha da Madeira. Outrossim, Negreiros pela forma como satirizou “Mariana Alcoforado”, indubitavelmente, é benfiquista.
    Estou certo que não vou ser inconveniente, até porque lá por não ser viável um benfiquista se deslocar a Lagos em noite de jogo do SLB, a(s) sportinguista(s) lacobrigense(s) são sempre bem-vindas a Monchique; portanto, peço-te encarecidamente para não ires a Lagos em noite de Benfica, até porque «Basta ser Judas! Basta ser Dantas!»


    • Eu nem desgosto do Dantas. Tenho até algumas fotos abraçado à estátua, em Lagos. O problema é que acho que ele, decididamente, não é benfiquista. Nem ele, nem os deuses da bola.


  4. Curioso! No meu caso, quando vou ao Teresinha jantar, o glorioso joga e ficamos na zona do restaurante onde está a tv é certinho e direitinho: perdemos. Mas nem quero começar a pensar muito em associações dessas ou então começam a aparecer relações positivas por todo o lado e não posso fazer nada nem ir a lado algum.

    Só mais uma dado estatístico:
    Quique como treinador do benfica – Benfica campeão -> R=-1


    • Agora que falas no Teresinha… só me lembro de lá ver o Benfica ganhar uma vez. Dois um ao Rio Ave com um golo do Pepa. De resto… R = -1. Temos que riscar o Teresinha da lista de restaurantes fixes! 😛


  5. o local ideal para ver a bola que é vitoria limpinha é á do sr Orlando.
    Um senhor que la vai ver o Benfica no fim dos jogos desafia qualquer um para a batatada. O surreal do assunto é que é aleatorio do tipo venha um qualquer nem que seja do clube do homem .


    • Se o homem for do FóCudoPorco acredito bem que sim.


  6. Eu também via!!!! Não eras só tu e o Lince!!!

    Ai Isaías, tu é que eras…


    • Desculpa Rui Barros, tens razão. Tu também vias, mas não significavas o azar que o Lince significava. 😛


  7. […] em 1965, parti ontem, mais uma vez, rumo a Lagos. O objectivo era submeter a um novo teste a teoria avançada anteriormente, aqui no Terra Ruim, de que sempre que assisto a um jogo do Benfica naquela cidade, o resultado […]



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