Archive for 8 de Maio, 2009

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Amigos pr’á velhice

08/05/2009

A última página da edição inaugural do jornal i, a partir de ontem nas bancas, trazia um interessante artigo saído também no New York Times, salientando os benefícios de amizades duradouras na qualidade de vida, designadamente ao nível da saúde física e mental, bem como ao nível do atraso do envelhecimento, prolongando o tempo de vida.

Aproveito desde já para agradecer a todos os meus amigos pelo facto de ter uma saúde de ferro e de serem o garante de que hei-de viver, no mínimo, mais uns 500 anos. Esta é a minha feliz sina. E nem sequer precisei de ir à bruxa.

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A cobra está fumando

08/05/2009

Em 1940, Getúlio Vargas, então Presidente da Répública do Brasil, afirmou «ser mais provável ver uma cobra a fumar que o Brasil entrar na Guerra». Quatro anos depois, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) desembarca em Nápoles, juntando-se às Forças Aliadas no combate às tropas de Hitler, apoiadas pelas Forças Armadas italianas.

Fotografia surripiada à cara podre em: http://www.ww2incolor.com/

Fotografia surripiada à cara podre em: http://www.ww2incolor.com/

Rapidamente, a FEB adapta a expressão a lema de combate.  Uma cobra a fumar o cachimbo da guerra foi então adoptada como símbolo da FEB e bordada nas fardas desta força militar.

Nos dias em que se adivinhavam batalhas intensas, comentava-se entre os pelotões que compunham a FEB, «hoje a cobra vai fumar!», em alusão às metralhadores, apelidadas de «cobras», e à fumaça que delas emanava após rajadas ininterruptas de tiros.

Na fotografia, o soldado Francisco de Paula carrega nas mãos uma munição sorridente, onde se encontra redigida a expressão que popularizou a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Na década de oitenta, a época dourada dos serões portugueses preenchidos pelo exótico sotaque da ficção brasileira , a expressão vira ladaínha,  graças à telenovela Sassaricando.

Arriscar-me-ia a dizer que «a cobra está fumando» é bastante mais conhecida devido à ficção do que pelos factos contidos na História, pelo menos para nós portugueses.

Eu próprio julguei que a expressão era um original da Rede Globo. Descobri a verdadeira génese, há dias atrás, enquanto lia qualquer coisa sobre Getúlio Vargas e sobre a evolução política do Brasil.

Com efeito, às vezes a realidade é bastante mais estranha, complexa e interessante, do que alguma ficção.