Archive for 18 de Maio, 2009

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Portugal ainda não foi apagado do mapa

18/05/2009

Há tempos adquiri um livro onde estava escrito, logo na primeira frase: «Not only is easy to lie with maps, it’s essential.»  Mark Monmonier, 1996, How to Lie with Maps.

Mal observei o mapa em baixo, pude perceber uma das boas aplicações da premissa citada. Com efeito, o cartograma apresentado relaciona o tamanho de cada país com a proporção do respectivo PIB (dados de 2005) a nível mundial. 

O método “Diffusion-based” foi desenvolvido por Gastner & Newman, 2004 e consiste na distorção da configuração geométrica dos países em função de dados estatísticos (população, resultados eleitorais, incidência de doenças e epidemias, entre outros indicadores ligados às ciências sociais e humanas).

Recorrendo a esta técnica é mesmo possível “apagar” alguns territórios do mapa, quando o indicador medido é quase insignificante, como  quase sucede aos países do continente africano, no cartograma apresentado no Relatório Sobre Desenvolvimento Mundial 2009, da autoria do Banco Mundial. Com um PIB irrisório à escala mundial, a África, que ocupa uma superfície geográfica considerável, quase nem existe na representação pictórica abaixo, o que não deixa de ser digno de registo.

Mapa: World Development Report 2009 - Banco Mundial

Mapa: World Development Report 2009 - Banco Mundial

Portugal também não se encontra representado da forma que todos gostaríamos, embora seja possível observar uma pequena tira a representar o território português, mais ou menos a meio do cartograma.

 Ainda assim, os olhos dos mercados, têm grande dificuldade em ver um país cuja contribuição para o actual desenho geométrico do Mundo é inquestionável. Se em termos de dimensão geográfica somos pequenos, em termos de dimensão económica somos uns verdadeiros anões, fundamentalmente no contexto europeu.

Como seria este mapa há cerca de cinco séculos atrás?

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Uma quase homenagem

18/05/2009

Um dos bons comparsas de faculdade anunciou este fim-de-semana a toda a turma, no encontro anual do KGB – Klube de Geógrafos Briosos  (bebados também serve) – que ia ser pai e que o seria a dobrar.

Entre congratulações aos pais e votos de saúde e felicidade aos gémeos, surgiram, principalmente por parte das colegas, os habituais bombardeamentos de perguntas sobre o sexo das crianças e quais os nomes com que iriam ser baptizadas.

Entrei embrutecido a meio da conversa, ouvindo o meu colega, também algarvio, referir que um dos gémeos, do sexo masculino, já tinha nome reservado e que, entre um conjunto de nomes pensados, Eduardo constava na lista de possíveis nomes para o outro infante. 

Eufórico e em pele de galinha, mandei vir umas cervejas manifestando-lhe imediatamente a minha gratidão para com semelhante homenagem. Era um dos gestos mais bonitos e ternos com os quais tinha sido contemplado por um amigo meu e, não havia forma de verbalizar a alegria que me percorria a alma. Respondeu-me que nem gostava muito do nome, que a hipótese Eduardo tinha sido ideia da esposa amada e que a outra criança no ventre da mãe, era do sexo feminino e chamar-se-ia Maria.

Pedi uma nova rodada de cervejas e o KGB comemorou convenientemente aquela fabulosa notícia, durante dois dias geniais, brindando efusivamente aos dois novos membros que se juntarão a nós em 2010.