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A qualidade de vida em Nova Iorque, Lisboa e Monchique

31/05/2009

Para aqueles que não tiveram oportunidade de o ler, este post é a reprodução do artigo de opinião na crónica De Rerum Natura, publicado na edição n.º 309 do Jornal de Monchique.

Uma notícia trazida a público pelo jornal Expresso, incidindo sobre a qualidade de vida em vários locais do Mundo, colocava Lisboa em 44º lugar.

Devo dizer que esta nota não me surpreende nada, visto ser uma posição a que já estou habituado ver Portugal ocupar. Ou melhor, do 44º lugar para baixo é a posição que as representações portuguesas costumam ocupar no Festival Eurovisão da Canção, tal como será, muito provavelmente, esta a classificação final obtida pela selecção portuguesa no próximo Mundial de futebol, a disputar na África do Sul.

Porém, o que é verdadeiramente digno de registo no referido estudo, é o facto da capital portuguesa ficar à frente de cidades como Nova Iorque, Madrid ou Roma, o que, para os portugueses mais cépticos, pode gerar motivos mais que suficientes para considerar o estudo despido de credibilidade. Português crítico que é português crítico só acredita na idoneidade destas coisas quando Portugal fica em último, rivalizando com potências mundiais como Quirguistão, Djibuti ou Lesotho. Já quando Portugal fica bem classificado, há sempre qualquer marosca a manipular os resultados.

Quanto a mim, a análise efectuada não merece crédito, precisamente porque acredito que os dados foram forjados, uma vez que os indicadores construídos não incluem vilas e aldeias. Os moldes em que o estudo foi elaborado, dão então a entender só haver vida nas capitais, sendo o resto do território um vasto vazio por explorar.

Nesse sentido, não tenho a menor dúvida de que o Alferce estaria bem à frente de Asmara, capital da Eritreia, Marmelete estaria a anos-luz de distância de Kigali, capital do Ruanda, e, a classificação de Monchique faria inveja aos cosmopolitas cidadãos de Baku, capital do Azerbeijão.

Tenho para mim que Monchique tem tudo para ocupar o primeiro lugar do estudo, enquanto localidade mundial com maiores índices de qualidade de vida, comparativamente a Lisboa e Nova Iorque. Senão vejamos:

Nova Iorque tem a estátua da liberdade, Lisboa a estátua de D. José montando a cavalo no Terreiro do Paço. E alguma delas foi alvo dos larápios? Não! Obviamente que nenhum larápio espera fazer fortuna com uma estátua que os franceses só ofereceram porque não tinham prateleiras onde colocá-la. E quem é que espera fazer fortuna com uma estátua de um rei que enquanto frequentou a escola só deve ter levado pontapés na mochila em catadupa, tendo, ao que tudo indica, sido vítima de bullying por parte do Marquês de Pombal?

Em Monchique não foi assim! Mal se soube que havia uma estátua em homenagem a um dos homens mais importantes e mais humanos que Monchique viu nascer, e o amigo do alheio, talvez com a esperança de poder assim garantir um médico de família, entrou cobardemente em acção e roubou a estátua do Dr. Messias. Lanço aqui o apelo aos senhores que nos roubaram, que devolvam as estátuas e liguem para a linha saúde 24. Peçam ao enfermeiro, do outro lado da linha, internamento no estabelecimento prisional de Vale de Judeus, a unidade de psiquiatria mais conceituada no tratamento deste tipo de casos, e deixem-nos prestar o devido tributo ao nosso querido médico.

Noutro sentido, conhecem-se as questões ligadas aos bairros problemáticos de Nova Iorque e Lisboa. O Bronx ou o bairro das Galinheiras, são férteis em casos de criminalidade, arruaças e desordem, durante quase todo o ano. Nós, em Monchique, temos casos do género uma vez por ano, quando os bailes de carnaval dos bombeiros, (quando os há), terminam num mar de cacetadas.

Nova Iorque e Lisboa, têm os característicos táxis que percorrem, num vaivém de loucos, as ruas das cidades, estando parados no trânsito caótico a maior parte do tempo. Nós, em Monchique, temos os famosos carros de praça que nos levam a locais míticos como: Malhada Quente, Zanganilha, Corga da Pinta, Corga das Ervilhas, Entrabum, Cai Logo, Cerro da Miséria, Lavajo, Vale da Burra, Portas do Cú, Timor, Esteboiral, Balsa do Cavalo, Mal Lavado, Pirraça, Azenha da Mitra, Barranco do Bufo, Zorreira, Joana Mendes, Engreneiros, Monte da Fusca, Adarnalim e outros sítios que o leitor conhecerá bem melhor que eu.

Faço a ressalva de que muito do que aqui se escreve se encontra camuflado nas figuras de estilo da hipérbole e ironia e, nessa medida, nem todos os conteúdos dos artigos são rigorosamente verdade, como é o caso específico da classificação portuguesa no Festival Eurovisão da Canção. Pretendo apenas deixar as pessoas um bocado mais bem dispostas…ou não.

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3 comentários

  1. não entendi nadica de nada, meu deve é acha a qualidade de vide de Nova Iorque ,é pra manha e não acei nada aqui


    • Este blogue é contra indicado para trabalhos académicos e afins… Como o nome indica, nada do que aqui se encontra é bom! Salva-se apenas a rubrica do Bom Português, para a qual a secreta já deu o seu brilhante contributo. 😉


  2. tipo…é uma coisa legal mas na minha opnião o texto deveria ser mais organizado e talz…pois eh o oq esta faltando mas fora a isso esta ótimo! parabéns!



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