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Àqueles companheiros d’armas

14/06/2009

A gente desunha-se, emaranhada em tormentas e aflições, para viver uma vida boa. Forja-se tudo o que mais valha para nos sentirmos bem connosco próprios e com os que nos cercam. Maquinam-se mil e uma formas de deixar um legado aos nossos descendentes, de modo a que a nossa figura, depois de fisicamente ausente, se torne perene no imaginário desses que cá ficam, martelando pelo mesmo objectivo. Foi assim desde o primeiro de nós, assim será até ao último.

Até ao momento, através do Terra Ruim, tive a oportunidade de condensar esta, esta, e mais esta história, tornando-as assim acessíveis ao António e aos que, depois dele, poderão vir. São três historietas colocadas ao serviço da memória colectiva das gentes de Monchique, e falam sobre criaturas de uma pureza, de um heroísmo humilde e sublime, que pensava extintos nesta brenha. Não são todas reais, mas todas têm qualquer coisa de verdadeiro.

No inarrável número de amigos que me tem acompanhado nas mais variadas contendas, tenho cá um, também ele dos bons, dos leais e dos rijos, capaz de ser o herói de muitas histórias dedicadas ao António e à minha gente de Monchique. Ainda não é tempo de contar essas histórias aqui. Nem em mais lado nenhum.

Esta tarde, passada bem perto do pequerrucho António, pensei para mim, no prazer que será um dia, poder apresenta-lo ao meu amigo Luís, monchiqueiro dos antigos, e deixar que este lhe conte pessoalmente uma das ínumeras e arrebatadoras histórias de que é principal protagonista. Aí terá chegado o tempo de as narrar. E, talvez o António saiba já melhor que eu, como redigi-las, com conveniente alarde.

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5 comentários

  1. Obrigado pela menção e por achares que alguma das minhas histórias vale a pena contar.

    Um gajo às vezes pensa que tem uma vida cheia de rotinas sem interesse, mas posso dizer, sem exagerar, que de vez em quando escapo-me da “day-to-day life” com um qualquer episódio mirabolante… à lá Kusturica.


  2. A milícia da qual eu e tu fazemos parte, é fértil em histórias de embevecer. Mas as tuas, como referes, têm qualquer coisa de Kusturica, ou, tal como já te disse pessoalmente, de Contos de Miguel Torga. Havias de ler “O Artilheiro”, inserido nos “Novos Contos da Montanha”. Um regalinho que tem tudo a ver com as tuas façanhas. 😀


  3. De (re)leitura obrigatória, esse conto fantástico.
    Agora que li esta entrada do teu blogue, vou mesmo ficar à espera das histórias. Podiam sair em fascículos pequeninos, para serem lidos e relidos até que saia o seguinte. Sim?

    Quem foi que falou em legado? Ora então… cumpra-se! O António agradecerá um dia – é em pequenino que se coloca a semente ou, como diz o povo, se torce o pepino. ;o)


    • Obrigado pelas palavras, senhora escritora da infindável história de amor.

      Vamos ver quanto tempo passará até que deixe de estar aboborado nesta «crise de estupidez e névoa intelectual». Só quando emerjo dessas profundezas é que algo de legível me sai dos dedos…


      • Eu só não escrevo nos momentos de marasmo (são os que mais temo) ou de extrema falta de tempo. Nessas alturas rabisco umas coisas em qualquer papel que apanhe. Às vezes não passa daí, outras vezes acabo por retomar a ideia. De resto, há dias de todos os tipos. Hoje, por exemplo, foi dia de alguma limpeza de alma. Acho que não tem ponta por onde se pegue, saiu-me uma manta de retalhos mal combinados e mal cosidos. Mas fez-me bem.

        Pois faça-se a sua abóbora em coche e … onde diz “exit”, não hesite, “push” a porta e “pull” cá para fora. Fora das abóboras é mais divertido, garante a Cindrela. ;o)



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