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Uma campanha alegre

06/07/2009

Depois de observar os resultados das eleições para o Parlamento Europeu, com a leviandade conveniente a uma campanha eleitoral onde muito se falou, pouco se disse e em que nada disto teve como alvo primordial a Europa, fico com vontade de dizer um palavrão, do mais reles, sórdido e ofensivo que há aos princípios da boa educação do povo e democracia portugueses. Tal é o despeito, que vou mesmo escrevê-lo já de seguida. Sem qualquer pudor e em jeito de desabafo, aqui vai o nome malcriado: Extrema-direita!

Para muitos, não há nada de ofensivo a registar nesta expressão. Contudo, note-se que esta é a primeira ideia que me vem ao pensamento em dias diarreicos, quando vejo o resultado da aplicação de um clister, quando afectado por prisão ventre, ou ainda, quando passeio distraidamente pela rua e dou comigo a pisar fezes de cão. Não raras vezes, tive de confessar a amigos incomodados pelo mau cheiro, já esverdeados pelo enjoo, que tinha sido eu o infeliz paspalho a derrapar num poio de Extrema-direita largado irresponsavelmente no meio da via pública por qualquer cão ou gato mais à rasca devido ao efeito laxativo de uma lata de pedigree-pal ou whiskas saquetas estragada.

Note-se que nesta minha malcriadez, (peço desculpa por repetir o palavrão “Extrema-direita” demasiadas vezes), está tão só uma questão de higiene mental e bom senso. Quem é da Extrema-direita são, normalmente, os tipos queixinhas nos tempos da escola primária, dos primeiros a desculpar-se com o vizinho do lado, acusando-o de ter as mãos amarelas, quando são eles a tresandar a flatulência. (Para que não hajam equívocos, não me refiro a Paulo Portas, se bem que…)

Reconhecendo o poder que nos é concedido com o direito de votar, isto é, enviar a extrema-direita pelo cano abaixo, tenho alguma dificuldade em compreender a possibilidade de haver gente que prefira ficar em casa nos períodos eleitorais, dando assim hipóteses à pretensão de lacaios como Nick Griffin, líder da extrema-direita inglesa, em transformar as instituições Europeias numa latrina ou ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais). Para ridículo, já basta o facto de Vital Moreira, que é como quem diz ”Avô Cantigas”, ter conseguido um lugar no Parlamento Europeu sem ter cantado uma só música dedicada à “roubalheira” no BPN, durante os comícios.

Deixando os palavrões às moscas-varejeiras e conjecturando o futuro, parece-me que a campanha que se iniciou imediatamente após o escrutínio realizado no passado dia 7 de Junho, antecipa, novamente, mais um vencedor inequívoco. Depois de perceberem a intenção do PSD em não querer baixar os braços, e tendo em conta os calores de derreter que se anunciam para este Verão, as empresas produtoras de desodorizantes são quem mais beneficiará deste brilhante golpe de marketing. Vamos ver então, se a Rexona se sairá com uma fragrância especial alusiva às axilas que compõem o normalmente azedo, Parlamento português.

Finalmente, em Monchique, nota para o facto do Café da Vila estar para iniciar em breve as sessões de danças latinas, tendo como instrutor principal Quique Flores, depois de consumado o despedimento do comando técnico do Benfica. É uma iniciativa com dois significados distintos e imediatos. O primeiro é que voltarei a recuperar a minha verdadeira identidade de pascácio. Acabaram-se as vaias, em pleno Largo dos Chorões, pelos maus resultados das águias. O segundo, que poderá não ser tão bom, é a diminuição da frequência de noites de Quimonda no Café da Vila. Leu bem, é mesmo Quimonda e não Kizomba. É que, quando há noite de Kizomba, o número de clientes no Café da Vila e de desempregados desta empresa, é sensivelmente o mesmo.

P.S. Estou preocupado com as primeiras palavras de Jorge Jesus enquanto treinador do Benfica. Ao dizer que os jogadores, na época que se aproxima terão de jogar o dobro do ano passado, Jesus esqueceu-se que o produto de qualquer número e zero, é zero, pelo que, o dobro de zero, continua a ser zero.

Adenda: Dois  tórridos dias após publicação deste texto no Jornal de Monchique, deu-se o caricato episódio dos corninhos de Manuel Pinho, em pleno debate do estado da Nação, na Assembleia da Républica. Uma prova de que o Jornal de Monchique é uma referência entre os nossos governantes, ou então, é mesmo a estratégia do PSD a fazer os primeiros estragos depois do ex-Ministro da economia ter inalado o bedum proveniente das axilas do grupo parlamentar laranja, tendo ficado completamente esgazeado.

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