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Stress pós-benéfico de Universidade

09/07/2009

«Verme da Guiné» ponto final. Por entre a poeira de memórias que turvam os anos passados na Faculdade, mal sabia eu que verme da guiné e o ponto final que se lhe seguiu, na última resposta do exame de Recursos Hídricos, selavam também os deleitosos anos de vida académica passados na capital.

Gastei todo esse tempo como devia e, ainda assim, sinto que o desaproveitei, como Crasso na batalha de Carrhae. Se entre os dois algarismos que compõem o número 17,  impresso na pauta final de Recursos Hídricos, tivesse sido colocada uma vírgula… Ou se, por outro lado, durante a viagem de regresso numa carrinha Nissan de taipal de madeira, atolado em tralha acumulada durante quatro efémeros anos de 36 de Berna, me tivesse engasgado num gato podre que me forçasse a voltar para trás e bolçar, talvez não tivesse berrado que nem um chibo, no dia em que me despedi para sempre de uma jornada que julgava interminável e de tudo o que por lá deixei. 

Pensando bem, nada do que vivi cabia no taipal de madeira de pinho envernizado da carrinha que me trouxe por esse Alentejo abaixo.

Já lá vão cinco anos desde esse dia. I couldn’t have loved it more!

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7 comentários

  1. O tempo não volta atrás…


  2. carissímo…
    é certo que devias ter tido uma nota que mancharia todo o teu percurso académico, o tal 1,7val. Assim terias mantido por mais um ano a tua família do 36 deleitada com os grelhados à angolana!!! =)


  3. corrijo, caríssimo…


    • Precisamente. Foi essa grande família uma das conquistas mais importantes a marcar o meu percurso. Soube e pouco e tu foste uma das culpadas, devias ter ido morar para aquele prédio dois anos antes! 🙂


  4. Também desaproveitei esse tempo, e que tal voltarmos à escola outra vez? sabia-me mesmo bem.


    • Voltava sem pensar 1 uma vez sequer. E, fazia o teleporte para o Jardim de Infância, naqueles barracões de madeira, pintados de amarelo e branco onde está hoje o Parque de Estacionamento subterrâneo. 😀


  5. Ai a nostalgia…partilho desse sentimento! Mas eu ainda fiz uma tentiva, num ford fiesta branco, comercial, atulhado até ao tecto. Tal não era o desgosto de deixar o alentejo que mandei o carro contra o restolho da berma da estrada de castro verde…



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