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Mark thing: As várias formas de contornar a Crise

08/08/2009
Fotografia: Viseu

Fotografia: Viseu

E, uma vez mais, ficará no resguardo tumular do talhante, a intenção imperativa das palavras. Nunca se saberá se foram ditas antes de escritas e, se sim, se o «à» terá sido dito com “H mudo”, reflexo da não existência de algo.

O dilema demonstra que a Língua Portuguesa acompanha as metamorfoses experimentadas pela economia. Numa, como na outra, todos os indivíduos, na prossecução egoísta exclusiva do seu benefício pessoal, são levados, como que por uma mão invisível, a atingir o melhor benefício comum. Sem a supervisão de uma figura superior, há sempre tendência para que ocorram falhas de mercado (monopólios), externalidades (poluição) e desigualdades na repartição do rendimento.

O que é que isto tem que ver com o Português, pergunta o leitor, atónito com as palavras escritas pelo mentecapto do Terra Ruim?

Cada um escreve o que quer e como quer, em todos os países da Lusofonia. Depois vem o acordo ortográfico, uma convenção salvífica que reforça o monopólio do Brasil, mercado com 189,6 milhões de habitantes, estimula a poluição ortográfica (cada vez mais estrangeirismos, adaptações e erros de estremecer tudo) e penaliza aqueles que estão na génese do idioma enquanto instituição cultural. Ora não são as medidas tomadas para combater a crise pouco mais que adornos cosméticos, favorecendo os suspeitos do costume?

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