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Faith No More no Sudoeste 2009

11/08/2009

Salvo conduto para a estroinice e para a pândega, o Festival Sudoeste (SW) é um marco de assinalável requinte na história de vida de qualquer jovem. Já foi assim comigo, nos tempos em que marcava presença assídua no evento, durante 5 muito malucos dias. Tirando isso, o cartaz. O leque de artistas chamados aos palcos sempre teve influência na decisão de querer estar presente, pelo que, desde que o SW tem vindo a exibir escolhas que fogem às minhas preferências, e depois de garantida alguma da autonomia parental procurada nos 5 dias de festa rija, seis anos passaram sem que tivesse lá posto os pés.

Conforme se pode ver nesta posta, os Faith No More foram os responsáveis pelo regresso a um espaço, ainda que por um dia apenas, cujas portas e travessas julgava conhecer bem. Assim, tal como no concerto dos Bad Religion no Extremúsika 2009, passo a apresentar a avaliação daquilo que vi:

Caliqueira de lata: Os Espanhóis. Ao cabo de constatar que não têm competência  para organizar festivais ao nível dos nossos, pude certificar-me que nem sequer sabem como comportar-se no meio de um espectáculo digno de contemplação. Eh pá, andarem irrequietos, como rebanhos de cabras, em fila indiana, enrodilhados pela turba, incomodando, pisoteando e cacarejando o castelhano durante um momento solene daqueles, demonstra uma, de três coisas:

1 – Estão treinados a ir em peregrinações, feitas a pé, a Santiago de Compostela e/ou Fátima e, nessa medida, estavam no “santuário” errado, garantidamente;

2 – Se o comboio humano que formavam era em peregrinação à deliciosa cerveja portuguesa (avidez que se compreende quando nos lembramos do paladar da Cruz Campo), pois que permanecessem quietos nos seus lugares, à espera que um daqueles jornaleiros alombando com as máquinas de dar calda a pessegueiros acoguladas de cerveja, fosse ao seu encontro.

Açorda de Ouro: Os Faith No More, naturalmente. Mike Patton não envelhece, à semelhança da qualidade sonora da banda californiana, sempre actual. Patton, é mesmo a alma do grupo, com urros característicos, caretas de meter medo ao susto e com uma interactividade contagiante. (Chegou a zombar de um festivaleiro (espanhol!) que ostentava máscara, apavorado com a Gripe A). 

Houve duas ou três desafinações, perdoáveis, e ficaram a faltar alguns dos temas que mais aguardava (everything’s ruined, ricochet), contudo, para uma banda repleta de êxitos, com uma actuação limitada no tempo, era difícil colocar todo o seu melhor repertório em palco. Bem assim, as malhas de partir cascalho arrebataram a multidão alardeadora que os aclamou convenientemente.

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4 comentários

  1. Adorei a descriçao dos espanhois.


  2. Também os vi, aos espanhóis, mas só no day after, já em fase de rescaldo, quando fui resgatar miudagem de 5 dias de poeira. Feliz da vida, a descendência pôde ser reconhecida pela dentição e pela cor dos olhos.
    Quanto ao festival do sudoeste, estou bem de acordo: um marco!


  3. Não fora o facto de ter descido para Sul e talvez nos tivessemos cruzado na estrada. 😛

    Esqueci-me de enumerar essa característica única do Festival: o Sudoeste será sempre sinónimo de “Sujoeste”.


  4. Não vejo ali erro nenhum… Devo ter lavado os olhos com Avastin 😛



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