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Raids BTT em dias de feira

04/11/2009

Sempre que a feira torna a Monchique, recordo com ternura os olhos de um amigo meu, arrasados em água, há muitos anos atrás, quando, distraído numas voltas de carrinhos de choque, algum zíngaro, lhe palmou a bicicleta estacionada junto aos cepos que calçam a lendária pista “Super Pedroguense”. Se à dita bicicleta nunca mais ninguém pôs a vista em cima, a pista contínua a mesma, com o frenesi interminável dos “carros ultra rápidos” ziguezagueando e com um quadro de pessoal de serviço onde ainda se pode encontrar um tipo chamado Quinzé, que, por nada deste mundo, larga as miúdas para fazer o serviço que lhe compete, arrumar carrinhos de “marcha-à-ré”,  com um pé de fora e um cigarro enfiado  entre as pontas dos lábios.

O resto da minha crónica no Jornal de Monchique pode ser lido aqui. Vale ainda a pena dar uma espreitadela ao artigo redigido pelo meu camarada de rubrica, Jorge Sampaio (o sibilante desenhador de falos).

O Jorge é mais um galfarro animado por genes canhotos, como eu. Desses que têm a mania de ver na economia uma ciência social e de franzir a venta aos entornos predadatórios do capital financeiro. Dos tais que, na esfera da distopia neoliberal, prefere  ser rotulado de trotskista, a ser chamado de  estúpido!

Grosz_The_agitator

Imagem: The Agitator, pintura de George Grosz

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2 comentários

  1. 🙂 Gostei!


  2. Obrigado Shanti. Sabe muito bem ler essas palavras, quando vindas dos bons amigos de infância. 🙂



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