h1

Depois da tempestade… pode vir outra tempestade

24/02/2010

A imagem do satélite geoestacionário NOAA, obtida através do cruzamento de dados provenientes dos sensores de microondas a bordo do satélite, demonstra a quantidade de humidade em circulação na atmosfera. É esta humidade que, teoricamente, dá origem à precipitação sob a forma de chuva, granizo ou neve. As áreas do planeta cobertas pela mancha poeirenta de nuvens assinalada a verde mais carregado são aquelas em que é expectável a ocorrência de maiores quantitativos de precipitação.

Na imagem, é possível observar um grande cordão de cumulonimbos (nuvens de grande desenvolvimento vertical) não apenas na região equatorial, como é habitual, mas também em latitudes um pouco mais a Norte, destacando-se um extenso cordão nebuloso, num assinalável tom de verde, ligando a região das Caraíbas ao Norte de África. Foi um mecanismo meteorológico deste género, (embora de maior magnitude), que deu origem ao evento torrencial extremo responsável – em parte – pelas inundações rápidas do passado dia 20 de Fevereiro na ilha da Madeira.

O facto da situação atmosférica actual se aproximar à que levou à catástrofe da semana passada NÃO quer necessariamente dizer que o episódio se volte a repetir, uma vez que as condições de pressão e temperatura  necessárias ao efeito podem nem sequer conjugar-se nesse sentido. Porém, a concretizar-se esta possibilidade, tudo indica que os aguaceiros e ventos fortes atinjam a Madeira na madrugada de Sexta-feira para Sábado, dependendo da dinâmica atmosférica global, durante as próximas horas.

Bem assim, atingido o estado limite de saturação dos solos, e numa altura em que todos os esforços se conjugam na reconstrução do território, envolvendo um conjunto considerável de recursos humanos e materiais no terreno, nunca é demais ficar alerta e acompanhar bem de perto a evolução meteorológica.

Imagem bispada no NOAA.gov em 24/02/2010

NOTA: [Os alarmismos desmesurados são de evitar. O campo potencial de precipitações está a ser devidamente acompanhado pelo Instituto de Meteorologia.]

Anúncios

2 comentários

  1. Lá vai o Alberto João deixar de poder andar de cuecas na rua!


  2. E depois, quem é que percebe que o rei vai nu?



Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: