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Poema sobre não sei o quê

12/08/2010

Estás comigo, aqui e em toda a parte

fecundando a vida semeada no cascalho ázimo do sofrimento,

ceifando o joio entre as espigas douradas do pensamento.

E as vergastadas luminosas do teu Sol

cavam-me lanhos tão fundos

que nem tento

erguer a voz mole

num lamento

contemplativo e doloroso.

É tão grande a lonjura do abismo

dos nossos Mundos

que às vezes cismo

a teu despeito,

resignado e contrafeito:

Ao ver-te de cenho sulcado pela mão áspera da agonia

ninguém diria

que trazes ungido a óleo no peito

o teu nome:

Poesia.

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2 comentários

  1. Puta que paria
    uma ária
    numa terra que então seria
    sombria


  2. 🙂



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