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A ilha

26/08/2010

Foram cinco dias à bolina. A ilha de pedra com o verde opulento a suar por todos os poros do basalto preto como um céu de breu. De onde em onde as lagoas a entornar água na fervura dos vulcões, cobrindo de pudor o cheiro adocicado de vida que exala da bruma atlântica, levemente salgada, levemente húmida. E nisto, regressa-se à manada humana para presenciar o casamento de dois honrados amigos, um ele mais ela igual a love forever gravado no tronco de um cedro-japonês da Ribeira Grande, unido num sentimento que nenhuma divina providência ousará um dia abalar ou experimentar.

Alando livremente numa jangada de pedra e de vida assim, quando a gente se sente um átomo no meio de uma harmonia destas, o que apetece é deixar correr, deitar-se sopitadamente no chão de enxofre absorvente e deixar-se espezinhar pelas raízes do verde e de quem lá vem.

Fotografia: Lagoa do Fogo, São Miguel, Açores.

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One comment

  1. […] Ruim « Mark thing: Calvo para sempre [H]à tourada 31/08/2010 Um exílio na Natureza em carne viva e, de volta ao aconchego maternal das dobras do xaile da rocha-mãe, isto. Pegas de […]



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