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Auto-retrato

12/11/2010

Tenho, desenhado nas entalhaduras do rosto,

Um desgosto

Que é gostar de sofrer sozinho.

Levantar-me a contragosto

Das quedas que malho no caminho

Poeirento do destino

Sombreado a carvão.

Perfil maciço esculpido em fatalismo,

Traço nos veios severos do Humanismo

Uma razão

De insubmissão

Que medra assim:

Na intimidade preservada da inquietação

A suprema liberdade dum sim

Dissimula a vontade renegada da negação.

Este é o retrato de mim,

Que uma força vital não engana,

Dois extremos de uma só expressão

De criatura árida e humana.

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