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Sete Palmos de Terra

23/11/2010

Objectivamente, depois disto que é ser matéria em toda a linha, não acredito em mais nenhum cais de arribação metafísica. E que melhor dia que o de hoje, na redondez inexorável da sua fuligem, para de súbito me imergir do avesso no fado pusilânime destas endechas:

Debaixo destes sete palmos de terra cavados a enxada,

Mais nada!

Noite escura, funda, cerrada,

Abismo Perdido em solidão inanimada

Onde não rompe a alvorada.

Debaixo do peso frio

Destes torrões,

A mansidão dum rio

Que flui parado, seco de ilusões,

O fim de uma certeza declarada.

Feita a cama sempiterna do descanso,

É no barro dos seus lençóis que me lanço.

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