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Último poema a ti

22/01/2011

Não! Não queiras beber água das fragas secas e baças dos meus olhos.

Não  à hora que gozo a leveza repousada deste lugar tão vago e tão distante

De nós, onde o sol rasteiro já desistiu,

Escondido atrás das ondas escarpadas dos montes

À deriva no mar calmo do oeste.

Se tudo o que era importante

Ruiu

Ao estremecer vazio

Do vão aceno doutros horizontes,

Não me contes

Mais nada.

Não me fales da inexpressividade dos sonhos fogosos que tiveste.

Se foram só teus os  caminhos impassíveis que escolheste

E te levaram à perdição,

Deixa-me ser eu apenas, um carrasco capitão

Sem tropa, pelejando a minha própria solidão.

Fotografia: Humberto Veríssimo

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