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Sonho

28/03/2011

Levito levemente

O meu sonho num balão

De ar frio,

Vazio.

Mas o esforço do despertar é em vão

E o peso do sono impotente.

É assim embalado na vigília ausente

Que vou perdendo o pé ao chão da vida.

E sem acenar a despedida

Vejo, na lente

dos meus olhos reflectida,

A minguada medida

Do meu mundo:

Um desaguado vale profundo

Entalado na rudeza das vertentes

Do relevo humano.

Purgatório quotidiano

De culpas inocentes.

Fotografia: Humberto veríssimo

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