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Ondas do Mar da Esperança

18/04/2011

Ondas sonolentas a espreguiçar o mar contra as arribas escarpadas dos meus pés. E eu a versejar isto, a ver se acompanhava a densidade vagarosa da cadência:

Upa! Onda sonora do mar,

Ergue, suspensos no ar,

Os versos espumosos de esperança

A rumorejar

No inquieto vaivém da tua dança

Mansa.

Upa! Onda verde do mar,

Balança!

Agora que amainou a tempestade

E o batelão da liberdade

Flutua à vontade,

Enfunado pela brisa da bonança,

Deixa naufragar nas tuas águas

As mágoas

Do passado

Deslembrado.

Purifica com salgada frescura

A largura

Vertical deste poema inacabado.

Fotografia: Humberto Veríssimo

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