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Belém

29/11/2011

Nas margens largas do passado

Em águas paradas encalhado

Flutua o cais humano português.

Lá, soltam-se as velas de Lisboa,

Ergue-se da terra a proa

E é o sonho que navega outra vez.

Enfunada pela brisa do atrevimento

A voz do velho, de má rês,

Dá mais força e viço ao vento.

Partimos, então, na caravela da eternidade,

Dobramos o cabo da saudade

Sulcando nas ondas um rego fundo.

Rasgamos o mar a todo o pano,

Fazemos da Língua oceano,

Damos azul à cor do Mundo.

E por cada verso aberto em espuma

É à descoberta da Esperança que a vida ruma.

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