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Regresso

04/12/2011

Mind the gap, please. Quatro dias de repleção completa, a ver o mundo passar na sua pressa. E torno ao torrão natal com a sensação de que aquilo que liga o homem frenético londrino ao homem rural português é pouco mais que os tiquetaques dos ponteiros dos relógios nas igrejas. Mas ainda valem muito os rituais da fé quotidiana. Ao cabo, ao cabo, à hora certa, o repicar melódico dos sinos do Big Ben é igual ao da igreja do Alferce. E há esperança quando o Homem se torna universal dentro do tempo.
-Mind the gap, please- pareceu-me ouvir, novamente, a voz cordial, magnética, de autómato ensonado, assim que os meus pés tornaram a ferir saibro português. Como que a prevenir-me de que regressava a esta terra onde só a ruína passiva e a amargura compassiva campeiam.

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