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Tranco os dias desiludidos
A corrente e cadeado.
Fecho os olhos comovidos,
Nego-lhes o acto de existir que lhes foi dado.
Ah! Sonhos presumidos,
Águas paradas numa represa rota.
Secretos, todos os segredos,
Como areia escapulida entre os dedos
Evaporam gota a gota
A liquidez da claridade.
Não por gosto, mas por incapacidade.
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