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Quase

07/02/2012

Um dia mais de inverno adiado. O sol destes dias, rasteiro e frio, volatilizado no índigo desgarrado na largura desmedida do céu, lembra-me os três primeiros versos do poema Quase, de Mário de Sá Carneiro. É como se eu próprio estivesse no centro deles, estendido em verso livre, sem nada mais me falar:

«Um pouco mais de sol – eu era brasa,

Um pouco mais de azul – eu era além.

Para atingir, faltou-me um golpe de asa…»

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