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Palavras cessadas

17/02/2012

Deitei fora todas as palavras.

Fugiram-me das mãos

Em gestos leves

Breves,

Vãos

Como ondas agressivas

De silêncio paciente.

Furtivas

À agressão

Vivem sós, na condenação

De morrer em câmara ardente.

Sem elas, virá a fome.

Da vida descarnada,

Sobrará apenas o caroço.

Agora, as palavras são terra que come

Na ânsia torturada

De chegar até ao osso.

Fotografia: Gilda Marteniano

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