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Refugo

13/03/2012

Vida levada do diabo, a minha. Aposto todas as economias humanas nela, perco sempre, e empenho-me mais ainda na tentativa desesperada de recuperar os pecúlios íntimos e saldar as contas penhoradas no destino. Pareço um daqueles frutos refugados no interior dos ramos desgrenhados das árvores, onde o sol só chega por favor ou por acaso. Inacessíveis, nunca amadurecem por completo. Quando o tempo necessário para ganharem doçura e cor se cumpre, já passaram da época.

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