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Sonhei

28/03/2012

O que a gente sonha… Nisso, ninguém me bate. Andava, há que tempos, com a beleza doce daquelas palavras guardada em segredo no túmulo frio da timidez e, sem mais para quê, foi durante o sono que me estalaram as costuras e desatei a estoirá-las pela boca fora como bombinhas de carnaval. Um sermão a valer que terminou no miraculoso gesto afetivo onde tinha que terminar. Assim, sim, bem nos valha sonhar. É na limpidez dos sonhos que cada qual dá a conhecer a si mesmo a barrela que é à luz da liberdade desprendida: diz-se o que vem à ideia, faz-se o que nos dá na bolha, transita-se para fora os desassossegos de dentro. Isto, sem medos nem preocupações. Mas, agora, acordei. Meto a viola ao saco e retomo o jejum da transigência desabrida. Engoli o palavreado onírico da madrugada, agarrei numa tranca e ponto final. A minha natureza humana é esta: sou uma girândola de emoções trancadas por fora, à espera de um “abre-te Sésamo!”, um santo-e-senha que me garanta o ingresso na breve eternidade da vida.

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