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Poema adiado

03/04/2012

Com a alma num cãibo. Dias a fio a lutar com um poema e nada. Escrevo, observo, medito, leio em viva voz, e não consigo mais que um desmoronamento de versos murados pelo entulho do silêncio. É o meu calcanhar de Aquiles. Vivo grande parte do tempo parcelado em versos incandescentes a rebentar na cabeça, resido dentro da tentativa de escrita de certas paisagens e sentimentos, sou um cigano das palavras. Devaneios que só por pudor e arrependimento não mostro. E agora que precisava que o ímpeto dos sentidos e do entendimento vadiassem à vontade numa calorosa lira de exaltação, tropeço neste embaraço intelectual. Uma desolação. No festim das falências criativas, sou a cereja no cume do bolo.

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