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Páscoa

08/04/2012

O instinto de conservação pode muito. É dia de Páscoa, e eu, transviado da significação íntima desta Festa, sem outra lanterna de fé senão a devoção fanática pelas maravilhas da Natureza, vim até este Gólgota sienítico apreciar a vida saída do sepulcro invernal, renovada num painel adoçado em cores e perfumes diversos. A Sul, a procissão real de montes termina num mar raso espelhando o Altíssimo. Um panorama inolvidável, até onde os olhos podem. Prolongado nos horizontes, sinto-me desobrigado, sem sofrimentos, sem chagas e sem lamentações. Ressuscito nos mistérios da paisagem. Talvez seja porque a variedade da vida é invariável em todos reinos – humano, animal e vegetal – e o desafio da existência é ganho a perdê-lo.

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