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Acusação

03/05/2012

De mim, a lira de Orfeu nunca quis nada.

Seja qual for a melodia

Finamente dedilhada,

Serena no seu som,

Não me alivia

A desventura malograda:

Desejo a absoluta poesia

E o mais que a vida me confia

É uma solfa desafinada,

Fechada

Às virtudes mudas desse dom.

Orfeu. E novo rumor desencantado me inquieta.

Como podem chamar-me de poeta,

Se faço versos fora de tom?

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