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A vida Pública

16/05/2012

A vida Pública. O dom modesto de servir outorgado pelo povo. E vou às do cabo na missão confiada, tentando corresponder-lhe com igual esperança e expectativa, irmanado nas mesmas ilusões. Puxo pelo corpo e pelo intelecto até mais não, faço das tripas o coração de cada um dos meus concidadãos. Entrego-me em todas as horas e vejo em cada rosto concreto o alento abstracto e transformador de um horizonte onde qualquer semelhante se torna primordial à minha própria condição. É na chama de humanidade dos outros que abrasamos a nossa. Mas tudo é precário. A vida é precária. Agora, chego à casa onde ninguém me espera, caio nos braços desamparados da solidão e fico desperto, ouvindo o triste roncar dos móveis e a cismar.  Todas as pessoas me são especiais. Menos eu. Foi uma escolha que infligi a mim mesmo. Uma dor de crescimento a doer sem gemer queixas.

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