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Aceno

26/06/2012

Olho os abismos de frente,

Dou o peito às violências do pudor.

E por muito soalheira e quente

Que seja essa vertente,

É de dentro que me vem todo o calor.

Faço das palavras serras concretas,

Arredondadas e escarpadas

Por sinuosas linhas retas

Nos olhos terrosos das enxadas

Às mãos polidas dos poetas.

Que se arrasem altares e paraísos

Nos planos juízos

Do dia a dia.

E responda eu com sorrisos

A qualquer vale fundo que me sorria,

Com uma sede de sorrisos

Que nenhum sorriso do mundo sacia.

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