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Verão

04/07/2012

Verão

A palavra acalora-se no chão

E despe a casaca encardida das misérias.

Pára o tempo num céu azul de lassidão.

É a própria vida que vai de férias.

 

Nem o sopro fresco de uma aragem

Se sente.

Quieta, eloquente,

A paisagem

Dorme à sombra da ramagem,

Sob as folhas de uma sesta permanente.

 

Alto,

O sol erguido a pino num só salto,

Traz às horas um clarão de levedura.

Contornos ondulados no asfalto,

Despertam dos braços da negrura.

Evaporados

E afogueados

Num bafo amargo de secura.

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One comment

  1. será que o verão que vejo é o mesmo que tu vês?
    será que a brisa que sopra é para ficar de véz?
    pensando numa outra estação
    sem pensar na transformação
    chegou o verão outra vez.

    coisas de gente passada

    by marco santos



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