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Olho de besta

18/08/2012

Não sei que género de metamorfose kafkiana me ocorreu esta noite, durante o sono, que quando o despertador alarmou o quarto e vi, depois, o troco do meu rosto na moldura do espelho, parecia ter – e tenho ainda –  um olho de besta no lado direito. Foi como se o perfil intumescido e repisado das minhas agruras tivesse aproveitado esse momento improvidente em que até as dores mais cruciantes adormecem para, impudica e secretamente, se projectar à vista desarmada.  

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