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O préstimo cívico da poesia

05/09/2012

Nunca ouviu falar de Gide, de Rilke, de Goethe, de Eliot, de Poe, de Whitman, de Pound ou de Szymborska. Conhece apenas excertos dos sonetos de Camões citados a martelo e umas estrofes obscenas de Bocage que apanhou de ouvido. Em Pessoa, fica-se por aqueles dois versos do Mar Português que, paradoxalmente, lhe apoucam as veras da alma. É político. Não gosta de poesia. Se gostasse, não tinha tão maus fígados, tão má ortografia e tão maus sofismas na retórica.

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One comment

  1. Tenho a sensação de que conheço alguem assim….



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