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O outro nome da imaginação

26/09/2012

Primeiro contacto do sobrinho com um dos vultos consagrados da literatura pátria, através do folheio delicado da sua fotobiografia.
– Quem é este senhor?
– É o senhor Adolfo. Mas gostava que lhe chamassem Miguel.
– Eu chamo-me António, mas gostava de me chamar Francisco.
E ficou a ressoar-me na alma a firme sensação de que a infância é o mais puro, mais fértil e mais asado dos pseudónimos com que a imaginação assina o destino de cada criatura.

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