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Outono

01/11/2012

Alguém passou na rua e disse “Outono”.
E a tarde é o bocejo duma hora lassa:
A ribeira corre lenta, cheia de graça,
Como um destino ao abandono,
Embalando, em cada gota que passa,
O próprio sono.
E as árvores, verdes mortiços,
Nos cimos bicudos das montanhas,
Cedendo ao tempo, ao vento e às suas manhas,
Renovam a vida nas sombras dos feitiços
Com sementes novas nos ouriços
E com ruas cheirando a fumo e a castanhas.

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