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Paixão telúrica

09/12/2012

Este meu caso dissonante de esgotar o sentimento em cada investidura humana e só saborear a razão quando vejo o fundo ao copo, ou esta consabida preferência por paisagens duras e agrestes, por rudezas maninhas desmascaradas de sumptuosidades vegetais que durante o ano inteiro escondem as vergonhas ao chão, talvez não seja nem mais nem menos que o prolongamento das paixões que me convulsionaram a adolescência. É que depois de cada declaração, após cada diálogo íntimo, a seguir a cada palavra escrevendo amor nos bilhetes que, secretamente, vou remetendo à vida, fico a monologar silêncios, adivinhando a resposta negativa que trará a confirmação do desencanto.

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