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Natal

24/12/2012

Natal…
Sem burro nem vaca no curral,
Os prados sem ovelhas,
Os telhados sem neve nas telhas,
Mas em tudo igual ao original,
Debaixo dum veludo magistral
Onde brilham as centelhas.
A dois mil anos de distância,
O tempo, na sua itinerância,
Mudou a concordância
E os rostos das figuras.
Num presépio de humanas criaturas,
Meu pai, um José habitual,
Cheio de sonhos nas mãos duras,
E minha mãe, uma Virgem temporal,
Empalhando a manjedoura de ternuras,
Dão um alívio sobrenatural
À cruz das minhas desventuras.

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