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Rosnar de Tessalónica

14/02/2013

Estava rabujado, fraco de pachorra, e com as duas páginas mal-humoradas de Os cães de Tessalónica, do Askildsen, tomadas ao pequeno-almoço, bem frescas no génio. Só consegui arremeter de raspão à disponibilidade desgarrada na provocação:
– Não se lastime tanto, rapaz! Exorbite as suas qualidades. Olhe que as tem! Sempre há-de achar algumas no espelho das palavras que lê nos seus livros.
– E para quê? Dançar ufanamente ao rufar das ovações da consciência é meio caminho andado para ferir-lhes a legitimidade de morte.
– Então reproduza aquelas louvaminhas que lhe vão deixando de onde em onde! – E foi a faísca no rastilho.
– Já olhou bem para a Lua?! Acende-se todas as noites sem necessidade de acessórios fluorescentes a comprovar-lhe o brilho no escuro. No entanto, cumpre diligentemente o seu papel…
Pobres de nós! Não conseguimos conduzir discretamente o carro da humildade sem arroubos de luzes a encandear quem nos cruza.

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