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Madrigal de oito de Março

11/03/2013

Em mil oitocentos e cinquenta e sete,
Oito de Março foi hora além do dia.
O grito que se ouviu e se repete
Ainda hoje é feminino e é poesia.

O coro de ordens que oprimia
Na boca insensível dos patrões,
Esgotava o fulgor nos corações
Daquelas a quem o silêncio destruía.

Havia capital para multiplicar
Por filhas, mães e esposas.
E existia o amor a emancipar
As que pediam pão e rosas.

Desse histórico dia de greve,
De liberdade nas mãos de um ser,
Vibra ainda o ânimo nunca leve
Na vontade de uma Mulher:
Cada direito é uma conquista que se lhe deve,
Basta querer!

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