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Prova dos nove

19/03/2013

Passo os dias a tirar provas dos nove à minha natureza. Crio mapas absolutos abstraído em coordenadas relativas. Vivo em excesso, sinto em excesso, penso em excesso, reajo em excesso, sonho em excesso, protesto em excesso, erro em excesso e sofro na mesma medida. A contrapartida é comer pouco, dormir pouco, ler pouco, transigir pouco, perder-me pouco, acomodar-me pouco, iludir-me pouco e conhecer-me pouco a descobrir nos outros o pouco que sei de mim. Para tapar os pudores da consciência, deixo a nu os safanões do instinto. A minha vida é uma balança indecisa bamboleando entre a tensão emotiva de dois mundos: se um dos braços desce aos abismos do sofrimento, já o outro sobe aos píncaros da esperança. Os equilíbrios são o lugar nenhum nos pratos de uma existência e a minha pesa-se no desterro caótico e maciço dos extremos. Os extremos inéditos da singularidade.

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