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Acerto de contas

04/04/2013

Fizeste asneira da grossa e ela acertou-te o passo: deixou-te. Na tua cabeça, uma confusão do diabo, um furacão de culpa e de remorsos por apaziguar. Um vento a soprar de dentro para fora. Não dormes a ponta dum chavelho e acordas como se tivesses corrido a maratona olímpica e terminado no último lugar. Abres a janela do quarto e sentes vontade de esborrachar-te do nono andar do cubículo desarrumado a que chamas casa, de encontro ao magnetismo impulsivo do chão sujo da rua. Reparas que o dia nasceu ao sol. Mudas de ideias. É um dia perfeito para ela te perdoar. Não te perdoa. Não te perdoas. O mundo não acabou.

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