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Deformação

12/05/2013

Não sei medir a vida que me é dada.
O superficial toca-me sempre no fundo
E traz à tona a fundura levantada
Onde o que é grande me parece nada
E até o nada é grande e rotundo.
Na minha sina de pedra deformada
Chutada pelos pontapés do mundo,
Não existe dor tão inventada
Por ser tão real e doente.
Mesmo a ferida mais provisória
Tem uma razão contraditória
A doer permanentemente.
Valerá a pena a luta penitente?
Às perguntas que pergunto
Sobre o sentido do meu ser,
Respondo que sou um defunto
Que não sabe viver.

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