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Lisboa, 29 de Maio de 2013

06/06/2013

Regresso comovido a casa, depois da jornada Caribenha. E nunca pensei que, passados sete dias a ouvir um idioma em que a língua parece uma castanha quente a estalar nas paredes da boca, me aliviasse tanto o desespero em que vinha aturdido situar-me novamente nas fronteiras do Português materno. Foi como se viesse surdo e um Cristo de camisa aberta no peito e crucifixo dourado a bailar no pescoço me sussurrasse, dedilhando a guitarra:
– Efratá. – E os ouvidos se me abrissem a um fado inspirado nuns versos de Camões.

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