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Monchique, 30 de Maio de 2013

06/06/2013

Ainda a reencontrar-me depois da espécie de mau-olhado ao contrário que significou a ida e volta a um dos cantos do mundo. Preciso disto para me sentir em conformidade comigo, para fazer coincidir a medida do espírito com a medida dos ossos. Na pátria local ou na pátria global, cada trajecto por diferentes paisagens, cada subida a monumentos esquecidos, cada diálogo com pronúncias estrangeiras, cada prova de trajes exóticos ou comidas estranhas, tem o sabor do brilho da vida. Parto à procura da essência das coisas e regresso mais essencial. É como se fosse engolido pela geografia dos sentidos e, depois das enzimas da terra me devorarem os acessórios fúteis do quotidiano, fosse cuspido em caroço em direcção ao chão nativo. Pareço um parafuso. Dou voltas ao país e ao mundo e acabo sempre por rodar em torno do centro da minha geodesia original: Monchique.

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