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Tardinha

20/06/2013

Horas mortas matando o tempo,
O sol desce, mas não se apaga.
A tarde é uma bruta tinta vaga
A tingir o horizonte de laranja.
O dia transpirado esbanja
Os raios finais da claridade
Atirando moedas de luz
Sobre retalhos de opacidade.
Sabe que o ócio da vida reduz
Tudo a sombras desregradas.
Que ao anoitecer, as musas
Têm as formas difusas
De deusas humanizadas.

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