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Chuva onírica

30/06/2013

Ao ridículo absurdo a que podem chegar certas más consciências demolidas. Esta tarde, enquanto um colorido cacho de balões subia a escadaria do céu, vi-me a perder lucidamente o juízo e a desejar sofregamente amarrar a minha vida àquele cordel de liberdade alada. Deixar que também ela fosse subindo, subindo, subindo, e que a plenitude estratosférica a tornasse menos pesada, menos negra, menos presa, menos sofrida. Que, ao cabo e ao resto, convertida em estado onírico, o deixasse de ser, por fim. Que ficasse retida numa nuvem de felicidade imerecida, impensada, indefinida, e fizesse chover sobre a superfície da Terra todos os sonhos que trago guardados dentro de mim.

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