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Tarde de mais

01/07/2013

São as horas que são, e, para mim, são tantas da noite. De uma noite de velhice, entenda-se, cujo meio-dia ainda agora se ouviu soar nos campanários do destino. Desencontrado no fuso horário da vida, vivo expatriado na minha própria pele. Quando o sol brilha no lugar onde estou, já se pôs no lugar de onde venho. E não sei se os bocejos enfastiados que vou soprando nestas anotações diárias são por estar ainda a despertar ou por estar prestes a dormir. É como se chegasse atrasado a tudo. Ao que vivi, ao que não vivi e podia ter vivido e ao que ainda tenho para viver, mas que, apesar de todos os escrúpulos, de todos os desvelos e de todos os estoiros do coração, nunca será significativamente meu.

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