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A superfície profunda da amizade

17/09/2013

Dei-lhe a conhecer os marcos que lhe garantiam a inexpugnabilidade de uma superfície incomensurável do meu coração. A César o que é de César… Ao longo de trinta anos de faina existencial, tenho alanceado o espectáculo tumultuoso da minha existência empenhado em compreender os outros, de modo a poder entender nas sobras qualquer coisa de mim. E, nas alturas mais desassossegadas, consciente ou inconscientemente, foi ela quem mais próximo esteve de me dar a graça complacente da compreensão. É dos poucos amigos que poderá dizer o que sou sem recorrer às charlatanices da adivinhação. É tão medularmente feliz que, quando a encontro, somos, por contágio inefável, duas felicidades congraçadas: uma que é em toda a extensão da evidência, e outra que gostava de ser para além da expressão da aparência.

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