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Bilhete de identidade

10/12/2013

Nada sabemos sobre nós.
E ninguém sabe nada de ninguém.
Apenas que vivemos sós
E inéditos, também.
Somos sombras erguidas
A um sol filtrado
Pelas nuvens distorcidas
Do passado.
Tantas são as imagens presumidas,
Que, do outro lado,
Os espelhos são provas desmentidas
Do pudor mais envergonhado.
Mas é digna a aventura
De fugir à condição.
Ser idêntico na procura,
A renegar a repetição,
Esclarecer-se na loucura
E ser real na imaginação.

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